quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Medo de comer após a bariátrica


Esta semana, minha irmã conversava comigo sobre uma amiga dela que fez a bariátrica há mais ou menos dois anos e agora diz não conseguir comer. Ela está com 50 kg e desnutrida.
Quem vê as fotos, de "antes" e "depois", de obesos acha impossível uma pessoa se sentir infeliz após se livrar de dezenas de quilos. As pessoas só falam do sucesso, do resgate da auto-estima, da melhora considerável da saúde. Esses são, de fato, os resultados obtidos pela maioria - afinal, depois de muito esforço e privações, a obesidade foi vencida.
Mas o que fazer quando comer dá medo?
Lembro-me bem, que quando tive a dieta livre liberada pela nutricionista, senti medo quando comi meio pão. Associava o que comia com ganho de algumas gramas e corria pra balança pra vê se o ponteiro tinha subido.
Logo me lembrava da minha psicologa, me alertando sobre o perigo da anorexia e do bloqueio para uma alimentação normal e saudável.
Me esforcei muito; dizia pra mim mesma, você está se alimentando corretamente e numa quantidade excelente, o emagrecimento será natural e você só absorve 50% do que come, então deixa de besteira Jacqueline... kkkk
E assim, fui conseguindo me alimentar normalmente e hoje como de tudo de forma controlada.
Li uma matéria sobre este medo de comer após a bariátrica e quero compartilhar um trecho com vocês:

"Um levantamento feito pela psicóloga Maria Isabel Rodrigues de Matos, do Ambulatório de Obesidade Mórbida da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), SP, mostra que em cerca de 20% dos pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica emergiram problemas psicológicos. O pior desses dados, segundo a especialista, é que os casos tendem a se agravar à medida que o paciente não leva adiante o tratamento com uma equipe multidisciplinar, no pós-cirúrgico.
Os transtornos podem ser provocados pelo medo de comer e engordar ou a não adaptação à nova imagem
"A obesidade é uma doença crônica e deve ser tratada a vida inteira. Não é porque o paciente fez a redução de estômago que o problema acabou. Todo o processo de adaptação ao emagrecimento rápido e ao novo corpo deve ser acompanhado de perto por vários motivos, entre eles para a adaptação à nova imagem corporal", orienta a psicóloga.
"Essa preocupação é grande porque não são poucas as pessoas ansiosas, deprimidas e compulsivas que, se não acompanhadas com atenção, tendem a desenvolver outros transtornos. Os problemas mais comuns são bulimia ou anorexia, compulsão por compras, drogas ou sexo, alcoolismo, dependência de drogas e, no limite, até tentativas de suicídio", justifica a psicóloga.
Evite anorexia e bulimia 
Para Maria Isabel, o medo de voltar a engordar é tão grande que certas pacientes podem desenvolver esses transtornos, justamente depois da fase mais difícil de adaptação à convalescença, aquela em que a perda de peso ocorre mais rapidamente: os três primeiros meses.
Ou seja, mesmo após esse período, continuam a reduzir drasticamente o consumo e ficam anoréxicas. "Outras, que extrapolam nas quantidades, sentem- se culpadas pela comilança e acabam provocando vômito ou diarréia, como forma de expulsar o excesso ingerido. Pronto: até chegar nesse estágio, já desenvolveram a bulimia", explica.
"Sem contar que existem pessoas que não conseguem viver com tamanha privação alimentar. Não acham mais graça na vida, mesmo tendo a consciência de que essa era a única alternativa para ter saúde, e, então, caem em depressão", complementa Maria Isabel.
Sacrifícios insuportáveis 
E não é difícil encontrar pacientes que trocam a comida por outro tipo de compulsão. "Eles substituem o objeto de desejo. Na verdade, o problema tinha começado lá atrás. Antes, eles trocavam a falta de afeto e a ansiedade pela comida. Tinham uma fixação pelo ato de comer, sua rotina girava em torno disso. Quando são operados, ficam privados do seu grande prazer", explica.
"Precisam ir em busca de outra fonte de prazer, que de um modo geral foca nas compras, nos jogos, no sexo ou no álcool", diz a psicóloga. Depois da operação, mudam também as relações sociais, até porque muitas estavam estabelecidas em função da obesidade.
"É bom lembrar que o cirurgião opera o corpo, mas não a cabeça, e alguns pacientes não conseguem suportar tantas mudanças", complementa Daniel Lerario, endocrinologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo."

Fica o alerta meus amigos.
SE você está passando por algo descrito acima, procure urgentemente um psicólogo para lhe ajudar. Não sinta vergonha de pedir ajuda. Você conseguirá superar!

Vamos em frente amigos, sempre com Jesus!


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